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Dirigente do Corinthians tenta receber R$ 1 milhão do São Paulo e toma invertida do departamento jurídico tricolor

Dirigente do Corinthians tenta receber R$ 1 milhão do São Paulo e toma invertida do departamento jurídico tricolor

Horário Publicado 25/08/2020

Felipe Ezabella, figura conhecida na política do Corinthians, foi vice-presidente na primeira gestão de Andrés Sanchez e já disputou a presidência alvinegra nas últimas eleições. Ele é advogado, e foi através de sua profissão que tentou receber a quantia milionária do São Paulo.

Explicamos:

Quando o São Paulo adquiriu Léo Pelé, então do Fluminense, ficou acertado que o clube pagaria R$ 1 milhão ao agente Alexandre Flores Rollim, por meio de uma empresa uruguaia chamada Coulery S/A.

Antes de efetuar o pagamento, no entanto, a diretoria tricolor se deu conta que essa empresa não possuía um cadastro oficial. Por esse motivo, cancelou o pagamento.

Para receber o dinheiro, então, Rollim resolveu solicitar que a quantia fosse depositada em outra empresa. Essa, com seu nome, constituída em Porto Alegre.

Mais uma vez, porém, o São Paulo barrou o pagamento por encontrar o mesmo problema com a empresa anterior: ela não estava devidamente regularizada.

Foi aí que Rollim recorreu a Felipe Ezabella, como advogado, para tentar receber o R$ 1 milhão do São Paulo.

Ezabella, então, enviou uma notificação ao São Paulo para que o pagamento fosse feito o quanto antes na empresa gaúcha de Rollim.  A notificação, redigida de forma simplória, apenas solicitava o pagamento, sem defender a legalidade da empresa em questão.

O departamento jurídico do São Paulo respondeu da seguinte forma:

“(…) não há em referida Notificação qualquer comprovação de que as empresas ‘Coulery S/A’ (sediada no exterior) e ‘Alexandre Flores Soares Rollim – ME’ estejam legalmente constituídas, e regularmente legitimadas a receber as quantias pleiteadas, possuindo capacidade de cedente e cessionário”.

“Além disso, a cessão de crédito trazida ao nosso conhecimento foi celebrada entre suas empresas que possuem o mesmo sócio subscritor. Ou seja, é manifesta a intenção de receber as quantias pleiteadas em domicílio diverso daquele avançado entre SPFC e Coulery S/A, quando ainda não se há comprovação de regular constituição, nem no Uruguai, nem no Brasil”.

“Por isso, é nosso entendimento de que referido negócio jurídico, se acatado pelo SPFC, culminará em inúmeros questionamentos internos por parte dos Conselhos, principalmente o Fiscal e o Deliberativo, podendo refletir, inclusive, em órgãos de administração pública e privada, como CBF, APFUT, dentre outros”.

“Ademais, na seara contábil, para que o São Paulo possa efetuar qualquer pagamento desta natureza às pessoas jurídicas, faz-se necessária a inequívoca comprovação de uma efetiva prestação de serviços da empresa ao Clube, sendo que, no caso da ‘Alexandre Flores Soares Rollin – ME’ inexiste relação jurídica junto ao SPFC. Portanto, qualquer pagamento em favor desta empresa torna-se injustificável”.

Toda a documentação do caso foi publicada pelo jornalista Paulo Cezar de Andrade Prado, responsável pelo Blog do Paulinho.

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